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Revista Zen Kids - Mar/2017 - Influências da alimentação na Primavera

Revista Zen Kids - Mar/2017 - Influências da alimentação na Primavera

As estações do ano provocam alterações no corpo, em particular nos mais sensíveis às mudanças climatéricas. A temperatura corporal sofre alteração, de acordo com a exposição ao clima, radiação de raios UV, humidade atmosférica e presença de poeiras e pólen.

Nas estações do ano, como Primavera e Outono, está intrinsecamente associado a pseudo necessidade de reforçar em complexos vitamínicos, com especial enfoque nas dietas vegetarianas/veganas e quando falamos desta alimentação nas crianças.

Considerando especificamente a minha dieta vegetariana, que conta com mais de 20 anos de experiência, sinto que tais reforços vitamínicos são inúteis e questionáveis quanto à sua utilidade. Tendo em consideração algumas filosofias, em especial a Macrobiótica, estas aconselham a ingestão exclusiva dos alimentos da época/região. Em plena Primavera, estamos precisamente na estação que é considerada a melhor época do ano, onde podemos encontrar uma diversidade de alimentos muito ricos, capazes de nutrir qualquer necessidade especial do corpo, promovendo a saúde, vitalidade e imunidade do ser humano.

No entanto, observando os actuais estilos de vida, onde predominam o sedentarismo, dietas excessivas em proteínas e níveis de stress elevados, com o envelhecimento, há necessidade de recurso a estes suplementos, em especial os de origem natural e vegetal. Um corpo sedentário, tornar-se-á preguiçoso e, como consequência, desacelera a produção de aminoácidos, vitaminas e sais minerais essenciais ao correcto funcionamento do organismo, para que este elimine os radicais livres (moléculas responsáveis pelo envelhecimento), promovendo o equilíbrio interno. Contudo, o erro de generalizar o consumo de suplementos é real. Este não deverá ser considerado como um padrão a adoptar, mas como um “SOS” para quando é efectivamente necessário. As necessidades são individualizadas e não genéricas!

Centrando a atenção nas crianças, em especial na época da Primavera, sinto que devo alertar para os mitos que se constroem em torno das carências alimentares. A criança que se alimenta de uma dieta vegetariana, aprende a gostar de todo o tipo de alimento, em especial nas primeiras refeições sólidas. Como consequência, o seu equilíbrio alimentar é excepcional, pois tem disponível uma diversidade de alimentos que superam todas as suas necessidades. Mas se a dúvida persiste, apresento algumas sugestões que tranquilizem o leitor, nomeadamente:

- preparar um bom pequeno almoço, procurando alternar diariamente os alimentos disponíveis, tendo presente que os cereais integrais são fundamentais na alimentação humana. Note que as estruturas biológicas do corpo humano, em especial a dentição e intestino, indicam que o alimento por excelência do ser humano são os cereais. A dentição é composta por 20 molares, representando 70% da dentição total (destinados a moer), 8 incisivos que servem para cortar a fibra vegetal e 4 reduzidos caninos. O intestino apresenta um curso muito longo, o que é totalmente desaconselhável a uma dieta carnívora, com o risco inerente de putrefação interna das carnes ingeridas, sendo este o principal veículo para o surgimento das doenças oncológicas. Facilmente concluímos que o cereal integral não refinado deverá estar presente em 70% da nossa alimentação diária. Acrescem os frutos secos, frutas da época, sementes e, para quem o desejar e actualmente na moda, os denominados superalimentos, que poderão ser adicionados à água, chá ou bebida vegetal.

Assume particular importância distinguir os alimentos neutros, ácidos e alcalinos, promovendo o equilíbrio na sua ingestão. Recordo que num sangue alcalino, dificilmente entrará a doença. Como tal, o nosso enfoque é na alimentação predominantemente alcalina e os cereais integrais são essenciais.

As grandes misturas de alimentos são totalmente desaconselháveis, pois quanto maior disponibilidade, menor será o aproveitamento digestivo, perdendo-se a maior parte dos nutrientes, ao mesmo tempo que desequilibra a digestão, provocando mau estar, flatulência, fermentação excessiva no estômago.

O exemplo típico do anteriormente referido, são as festas de aniversário, Natal, Páscoa… onde há muita abundância de alimento e consequente exagero na sua ingestão, originando situações de mau estar generalizado e desequilíbrios orgânicos….

A alimentação consciente, é estar atento a todos estes fatores, que influenciam directamente o bom funcionamento do nosso corpo. No mercado, existem um infindável número de alimentos, mas deveremos estar atentos ao que as suas etiquetas transmitem, tendo particular atenção para os açucares e edulcorantes, gorduras e, naturalmente, serem de cultura biológica e naturais.

Existem muitos estudos científicos, que fornecem a melhor informação sobre os alimentos. Sabemos que os açucares e refinados viciam e são totalmente desaconselháveis ao organismo. Mas o mais importante, é ter a percepção que cada ser humano é único e, como tal, é fundamental considerar a individualidade, procurando ajustar a alimentação às necessidades de cada um, em particular das crianças.

O reforço alimentar, na criança, deve ser conseguido através da habituação do paladar. Triturar os alimentos, transformá-los, adicionar sumos, será uma excelente forma de introduzir os alimentos.

Considerando a propensão para desenvolver alergias a determinados alimentos, o cuidado da sua substituição por outros que colmatem as necessidades, assume particular importância, em especial nas épocas onde a propensão para as alergias é maior, como é o caso da Primavera.  Por exemplo, no caso das rinites e sinusites, é fundamental abster-se do consumo de produtos lácteos e farinhas, evitando a formação e acumulação de muco no sistema respiratório.

Termino, recordando que a consciência alimentar é a chave de todo o processo nutricional. Escutar o corpo, as suas necessidades e rejeições, proporciona uma alimentação perfeita, equilibrada e devidamente nutritiva.

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