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Revista Zen Kids - Fev/2017 - Alimentação consciente nas escolas

Revista Zen Kids - Fev/2017 - Alimentação consciente nas escolas

A alimentação consciente, nas escolas portuguesas, está longe de ser consensual e repleta de tabus. Acresce a dificuldade, quando se coloca como opção, o vegetarianismo, a macrobiótica ou o veganismo, que extrapolam os padrões instituídos pela sociedade e cultura, que marginalizam e estranham estas opções alimentares.

É imperativo a abertura das consciências, da aceitação das opções individuais. Estamos a atravessar uma era de grandes mudanças comportamentais e a alimentação surge como uma prioridade.

Intuitivamente, as crianças nascem com o conhecimento, do que é benéfico para os seus corpos físico, emocional, mental e energético. São seres de luz, sensíveis e sensitivos, que apesar da sua aparente dificuldade em explicar os seus sentimentos verbalmente, manifestam actos e atitudes que evidenciam os mesmos, de acordo com a sua faixa etária. Sendo bebés, ainda desprovidos das palavras, expressam-se pelo choro ou sorrisos. Um pouco mais velhos, já comunicam através das suas expressões, os desagrados relativamente à comida. Por sua vez, os pais sentem dificuldade no entendimento dos sinais manifestados, assumindo uma preocupação desnecessária, porque os filhos mostram relutância em ingerir determinados alimentos, que associado à falta de conhecimento e aconselhamento médico inadequado, obrigam à introdução de alimentos não benéficos à saúde da criança. É muito importante nutrir a criança devidamente, com o que necessita para o seu normal desenvolvimento físico, emocional, mental e energético. É lógico, que com a insistência e persistência, inevitavelmente a criança acaba por aceitar a introdução de carnes, na sua alimentação e, assim continuamos a contribuir, para o sofrimento dos animais sacrificados, para a alimentação humana.

Felizmente, há cada vez mais adultos interiorizando a necessidade de quebrar com os padrões instituídos, tomando consciência que o sofrimento animal é desnecessário para uma correcta alimentação e com mais benefícios para a saúde.

O caminho a percorrer ainda é longo, mas os sinais de mudança surgem e em algumas escolas há uma inversão clara dos padrões instituídos, disponibilizando uma opção vegetariana/vegana, nos seus menus.

No âmbito do “programa Nacional para a promoção da Alimentação Saudável”, nas anotações de 2015 da Direcção Geral de Saúde, um serviço central do Ministério da Saúde, reconhece e evidencia a necessidade da maior presença de produtos de origem vegetal, na alimentação. Estes são passos firmes, para que a humanidade possa sustentar uma alimentação desprovida de produtos de origem animal. Embora ainda não seja totalmente assumido, e passo a transcrever: “A adopção de um regime alimentar vegetariano ou a decisão por uma opção vegetariana espelha a liberdade de escolha de cada individuo”. Dizem mais: “tal como é abertamente declarada e defendida na constituição portuguesa, por acordo com os princípios democráticos” aqui fica mais uma vez provado, o quanto as mentes se abriram para a mudança de comportamentos alimentares. Por tudo isto, um grupo de pais e cidadãos, lançaram em 2016, uma petição para a inclusão de opções vegetarianas nas escolas, universidades e hospitais portugueses.

As mudanças de mentalidades e padrões são importantes, mas assume maior relevância, fazer compreender às diversas organizações, o quanto é fácil confecionar saborosos e apelativos pratos, habilitados com todos os nutrientes importantes para uma correcta alimentação.

Tomando em consideração o crescimento e desenvolvimento das crianças, haverá necessidade de redobrar os cuidados?

Em minha opinião, não será necessário, atendendo que os pais que optaram pela alimentação vegana/vegetariana, fundamentaram a sua decisão, reunindo os conhecimentos necessários para proceder à substituição das carnes nos menus dos seus filhos, proporcionando-lhes todos nutrientes necessários para o seu desenvolvimento sadio e natural. No mercado, existem excelentes livros, que sustentam e apoiam quem deseje operar esta mudança alimentar. A própria Direcção Geral de Saúde, disponibilizou um completo manual sobre alimentação em idade escolar, que com certeza surpreenderá muitos os estimados leitores.

A época em que vivemos, está carente de princípios e valores humanos. Sinto que esta geração de pais, talvez pela escassez que vivenciaram na sua infância, ainda se encontram na fase do “ter” em vez do “ser”. Acredito genuinamente, que transforaremos este paradigma, permitindo crianças mais desenvolvidas, em termos de consciência ambiental e de saúde.

O conhecimento actual, permite-nos realizar uma alimentação equilibrada sem a necessidade de causar sofrimento a outros seres. Respeitar a nossa natureza e elevarmos a consciência energética a níveis mais “limpos”. Que adianta praticarmos técnicas milenares de desenvolvimento pessoal, como são exemplo Yoga, Meditação, Tai Chi, entre outras, se continuarmos no mesmo registo alimentar? De que vale viver num mundo assoberbado de “ter”, se o que realmente é fundamental é “ser”?

A nossa energia está directamente relacionada com a alimentação praticada. Optando por alimentos mais subtis, assim será a sua energia também, nunca colocando de parte o que pensa e sente, que assume um papel, igualmente, relevante.

Se assim o consentirem, termino com algumas sugestões aos pais! Estejam mais atentos aos filhos, procedam a alterações devidamente sustentadas, enfatizando a importância das mesmas. Acreditem que quando uma criança não gosta de carne, é porque o seu organismo assim o rejeita. Dediquem tempo aos seus filhos. Há espaço para as brincadeiras, para o carinho, para o amor, para a disciplina. É fundamental dedicar tempo aos seus filhos. Este é, sem dúvida, o melhor alimento que poderá dar ao seu filho.

Deixo uma reflexão sobre as mudanças alimentares:

Olhe bem para dentro de si. Sinta se é mesmo isso que pretende fazer, mudar a sua alimentação!

Se deseja que a família o acompanhe na mudança; se considera que os seus filhos estão preparados para a mesma; não permita que o desviem do seu rumo, nem mesmo as resistências que ainda nos deparamos em vários lugares públicos.

Rumi diz:

“sua tarefa não é ir buscar amor,

Mas meramente buscar e encontrar dentro de si mesmo,

Todas as barreiras que você ergueu contra ele.”

Por amor ao próximo, eduque os seus filhos a respeitar todos os seres vivos a face da terra!

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