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Revista Zen Kids - Abr/2017 - A alimentação consciente na Páscoa

Revista Zen Kids - Abr/2017 - A alimentação consciente na Páscoa

A Páscoa significa comemorar em família! Reunir com os familiares mais próximos, desfrutando da sua companhia e, claro, degustar algumas iguarias típicas desta festividade. Como vegetariana, algumas pessoas mais próximas questionam o que irei comer nesta época. Como já havia referido em artigos anteriores, a minha forma de estar na vida, é com quem iremos confraternizar e, menos relevante, o que é que iremos comer. Será nesta linha de pensamento, que conseguiremos quebrar padrões instituídos, mudar atitudes e, mais importante, celebrar a Páscoa em família!

Desejando romper com o tradicional, serão muitos os pratos deliciosos e coloridos que poderão servir na refeição, proporcionando um almoço ou jantar apetecível, quer a adultos, quer a crianças. Um saboroso risoto, é fácil de confecionar e muito apreciável pela maioria das pessoas. Se o regime alimentar for vegan, poderá utilizar tofu, com natas de soja ou arroz, conferindo o verdadeiro aspecto ao risoto. Caso seja vegetariano, a utilização de queijos parmesão, mozarela, ricotta, entre outros, serão opções possíveis e igualmente saborosas. O risoto é extremamente fácil de cozinhar, com inúmeras sugestões possíveis, que mais à frente sugerirei.

                Como anteriormente referi, a filosofia prática de vida que adoptei, é válida para qualquer época do ano, independentemente das festas católicas. A prática e vivencia do yoga, proporcionaram a adopção de conceitos mais naturais e consequente alimento consciente e em harmonia com a Natureza. Educada na religião católica, como a maior parte da população portuguesa, jamais poderei renegar esta realidade. No entanto, assumi uma visão muito particular sobre a religião. As aprendizagens, as vivencias, as descobertas, proporcionaram uma visão mais abrangente, ensinamentos que procurei transmitir na educação do meu filho, mas respeitando a sua opinião e vontade. O aprofundamento dos conhecimentos, nesta filosofia prática de vida que também assumi como profissão, corroboram e fortificam o regime alimentar escolhido.

                A Páscoa não é excepção! De acordo com a história conhecida, seria útil parar e reflectir sobre os comportamentos alimentares assumidos nesta festividade. A abstinência ao consumo de carne, é metaforicamente falando, uma abstinência de consumos exacerbados. Lembre-se, que na época dos evangelhos, a carne era um alimento pouco acessível à maior parte da população. Por conseguinte, qual a lógica de trocar o sofrimento de um ser, pelo sofrimento de outro? Será que a vida de um cordeiro é mais valiosa que a vida de um peixe? Ambos são seres vivos, dotados de sistema nervoso, que transmitem a dor e consequente sofrimento, contrário ao que a religião apregoa, seja a católica ou outra! Quando aprofundado o estudo, rapidamente percebemos que nenhuma religião aceita o sofrimento animal como meio de subsistência do ser humano. Efectivamente, foram os humanos, que criaram novas regras, que muito se distanciam da verdadeira origem do Ser e da sua essência. Reveste-se de primordial importância rever os valores instituídos, para que seja possível educar as nossas crianças em verdade e respeito, por toda a biodiversidade da vida.

                A alimentação consciente, é essencial neste trabalho evolutivo da raça humana. Vivemos a era das crianças índigo e, ainda mais actual, Cristal! A manutenção do seu estado de purificação e elevação, está directamente relacionada com a alimentação, assumindo um factor preponderante no seu desenvolvimento. Uma sociedade mais equilibrada e conciliadora, é fundamental para o bem estar das mesmas.

                Com recurso às mais recentes tecnologias, podemos aferir o quanto estas crianças sentem e rejeitam o sofrimento dos animais destinados à alimentação humana, quando confrontadas com o consumo deste alimento. As suas expressões, rejeições, repulsa são bem presentes quando obrigadas na sua ingestão. Haverá muito a ser feito, para operar a mudança de hábitos e regimes alimentares. Contudo, se a leitura do presente artigo convidar à reflexão sobre hábitos e costumes alimentares, não necessitará ser “Páscoa”, onde é comemorada a vida com a ressurreição de Jesus Cristo, para operar alterações na dieta alimentar.

                Uma outra prática comum neste período, é o jejum! Jesus Cristo jejuou diversas vezes e por longos períodos! O jejum, é importantíssimo na “rotina” normal do ser humano. O ideal é jejuar um dia por semana. Introduzir este hábito na criança, é prepará-la convenientemente para a fase adulta. Neste momento, questionar-se-á: jejuar para quê?

                A prática do jejum, é fundamental para o equilíbrio do corpo humano. O jejum é uma prática muito antiga, que acompanha o homem há pelo menos oito mil anos, com finalidades terapêuticas e também espirituais. Proporciona a desintoxicação dos órgãos, possibilitando a oportunidade dos mesmos se “limparem”, eliminando as toxinas que são diariamente impostas. Um outro benefício, é a cura de doenças! Por analogia ao reino animal mais próximo, quando um gato ou cão está doente, este não tem apetite, bebendo água para manutenção da sua hidratação. O corpo necessita de liberdade para resolver a patologia e, estando alimentado, necessitará desviar mais de 50% da sua energia para o processo digestivo, facto que potenciará o aumento da doença. Não havendo esta necessidade, o sistema imunitário do corpo, centrará toda a sua energia no combate à doença, com os resultados consequentes. Além destes benefícios, o jejum reequilibra os níveis de insulina, melhorando a sensibilidade das células à sua acção. São inúmeros os benefícios da prática de jejum. A sua descrição, seria matéria mais que suficiente, para ocupar o leitor durante umas longas horas.

                Se está convicto das suas opções alimentares, jamais servirá de desculpa a ingestão de alimentos que contrariem as mesmas, independentemente se está em casa dos pais, amigos ou familiares que não respeitem a sua decisão.

                Um outro alimento, com grande consumo nesta época, é o chocolate! Há alguns entendidos, que afirmam que o vegetariano ou vegano, não poderá saborear esta iguaria!!!

Mas porque não?! Qual o fundamento desta afirmação?!

                É evidente que pode comer. No entanto, há necessidade de comprar qualidade, significando a procura de chocolate produzido em agricultura bio e que não contenha muitos conservantes, vulgo, edulcorantes.  A minha sugestão é fazer os seus chocolates em casa! É muito fácil e saudável!        Escolha uma receita de bombons ou ovos de Páscoa. Depois, só terá de a transformar. Por exemplo, utilize a geleia de Agave, Arroz, Milho ou Acer para adoçar; substitui o leite e manteiga de origem animal, por os de origem vegetal. Como verifica, é muito simples. Basta seguir a receita, efectuar estas modificações e obterá uns deliciosos e saudáveis bombons ou ovos de Páscoa. Poderá fazer as suas amêndoas caramelizadas com açúcar mascavado, em vez do refinado.! Esta simples tarefa, poderá ser ainda mais divertida e proveitosa, se convidar os seus filhos a ajudarem. Passarão tempo em conjunto, divertindo e lambuzando-se com as sobras, ao mesmo tempo que fomenta a mudança de atitude e contribui para um mundo mais harmonioso.

                Para finalizar, como prometido, sugiro algumas receitas para o risoto:

- Arroz arbóreo é a base de qualquer risoto. Deverá ser cozinhado de acordo com as suas especificações. Se optar por um risoto de beterraba (fica muito colorido), necessita de cozinhar a beterraba, utilizar o liquidificador para a transformar num creme e, na hora de servir, misturar o arroz, previamente cozido, com o creme de beterraba. Se for vegetariano, poderá adicionar queijos, caso seja vegano, utilizará as natas vegetais. Tempere a gosto com especiarias e ervas aromáticas. Noz moscada e pimenta caiena combinam muito bem!

Em vez da beterraba, poderá utilizar cogumelos, abóbora, espinafres, espargos…. Na verdade, poderá confecionar de acordo com a sua imaginação e assim, criar o seu próprio risoto.

Em conclusão, deixo-lhe este pensamento:

Caminho para a sabedoria:

Nada de poder, um pouquinho de saber

E o máximo possível de sabor…!!!

Autor desconhecido

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